quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Trilho dos Abutres - 2016

"... e as festas do Trail Nacional continuam, pelo país fora, desta vez na zona centro, mais propriamente em Miranda do Corvo, que nos brindou com mais uma edição do trilho dos Abutres e já vai na sexta, tendo participado nas últimas cinco edições, faltei à primeira porque ainda não andava nestas andanças das corridas, nem sabia o que era isso..."
Foi no penúltimo dia de janeiro/2016 que se realizou  mais uma edição do Trilho dos Abutres, em Miranda do Corvo, com local de concentração, no edifício do mercado municipal, onde estava instalado toda a logística da prova, levantamento dos dorsais, posto de verificação de material, local de partida e de chegada...
Esta prova dispensa apresentações, visto ser a mais procurada  e concorrida, tal como relevam os factos, não é por acaso que após uma hora da abertura das inscrições, as mesmas esgotam... e porque será!...
Pelos excelentes percursos que a serra da Lousã proporciona e pelo grande empenho desta organização, Os Abutres, bem conhecida do pessoal do trail que está por trás deste grande evento, fazendo um excelente trabalho de ano para ano, sempre a melhorar...
E pelas 08:00 como previsto foi dado o sinal de partida para mais uma grande aventura,  esta Épica.
Inicio pelo interior da vila, seguindo-se em direcção ao Calvário e descendo pelas escadas da Igreja Matriz, para depois se entrar nos trilhos, fomos ainda contemplados com a passagem pelo Parque Biológico da Serra da Lousã, este ano em sentido inverso, aquele cheiro característico a bode... 
Alcançado o 1º. abastecimento em Vila Nova, no Centro de Estágio de Trail Running, agora era um pouco mais a doer, subir até às antenas, Parque Eólico de Vila Nova, com passagem pelas aldeias rurais, Giestal, Cardeal e Souravas, seguindo em direção ao Parque das Merendas das Mestrinhas, por trilhos de rara beleza em zona protegida.
 Do parque até ao próximo abastecimento, foram cerca de 4km a subir, até ao Observatório Astronómico e da Natureza, António dos Reis, local mais alto da prova.
Aqui, deste vez, também eu tinha uma pessoa muito importante à minha espera, a minha Paixão, não é habitual encontra-la nos abastecimentos a dar apoio, visto que também ela gosta destas aventuras... Mas desta vez ficou de fora por opção.
Como não podia ficar muito tempo com ela no abastecimento e o frio era muito, havia que continuar, desta vez a sempre a descer, descida muito técnica, sempre a acompanhar as linhas de água, até ao Santuário da Nossa Senhora da Piedade de Tábuas, abastecimento 3.


 Até ao próximo, no Posto de Vigia, Parque Eólico, forma cerca de 8km, sempre a subir, começando pelas escadarias e depois trepar aquelas rochas... Passagem obrigatória pela cascata dos Abutres e da aldeia abandonada, Cadaval, chegados ao cimo, como sempre faz um frio de rachar.
Mais uma vez como estamos num dos pontos mais altos, para continuarmos, vamos descer de novo, por excelentes single tracks e trilhos técnicos, até ao sopé do Penedo dos Corvos, para depois o subirmos, estamos perto do 5º. abastecimento, na aldeia do Gondramaz.

 Daqui e até à aldeia de Espinho, onde estava montado o último abastecimento, foi sempre junto à ribeira de espinho, ora de um lado da margem, ora do outro, subir a encosta e descer, atravessar pontes... lama água, escorregadelas e assim foi depois até ao final... 
Mas sem antes de chegar à meta, ter aproveitado um tratamento para a pele, vale sempre a pena, meto pé num local que era só lama e enterrei-me até à cintura, meto as mãos para me apoiar, também se enterraram até a cara chegar à lama, virei a cabeça e desse lado, ficou toda enlameada, olhos, nariz e boca...
E assim foi mais esta aventura, que cada vez me custam mais a fazer...
 Terminei com menos 5 minutos que o ano anterior, mas nada se compara ao ano anterior...
Após 06:40', entrei no mercado, tendo ficado em 5º. do meu escalão e em 74 da geral... não me lembro de ter feito uma prova de trail e ter ficado tão longe dos primeiros... 
Mas consegui terminar.
Veja aqui as classificações

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