domingo, 19 de fevereiro de 2017

Ultra Trilhos Rocha da Pena

Foi no dia 07 de agosto do ano passado que se realizou mais uma edição da ULTRA TRAIL ROCHA DA PENA, na distância de 50km, com um acumulado positivo de 2260m e sob um elevado calor em plena Serra do Algarve...
Prova organizada pela ATR - Associação Algarve Trail Running, pela ACS - Associação  Cultural de Salir, Secção de Mototurismo com o apoio da junta de frequesia de Salir e União de Freguesias Querença/Tôr/Benafim e Câmara Municipal de Loulé. 
Deslocação para o local da prova na véspera, passar a noite no pavilhão (solo duro), tentar descansar e acordar cedo, para de manhã estar bem fresquinho porque o dia, esse vai aquecer... 
E pelas 06:30 lá estava eu já equipado na companhia de vários amigos do trail, no Complexo desportivo de Salir, local onde estava instalado  o secretariado e onde  se iniciavam  e terminavam as diversas provas e onde funcionavam todos os serviços antes e pós prova... tudo muito bem estruturado... só pena o abastecimento final para os participantes dos 50 km já não haver grande coisa que se mastigasse... enfim são pormenores.
Em relação ao percurso, só por si já se adivinhava que iria ser muito dificil, quanto mais nesta altura do ano em pleno verão no seu esplendor.
Muitos abastecimentos e muitos pontos de água para nos refrescarmos e na falta de água nos bidons,  havia que encher mesmo com essa que era para nos refrescarmos... costuma-se dizer o que não mata engorda, mas continuar sem água é que não podia ser, nem que fosse só para lavar a cara e a boca...
No meio da prova tivemos ainda mais um teste a a subida da morte e que subida...

Consegui terminar com o tempo de  06.04', 18º. da geral e 2 do escalão  M/50.
No final tivemos direito a um mergulho na piscina municipal, que bem que soube...
Até agosto de novo e que esteja calor como é habitual nessa época...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Ultra Maratona Atlântica - Melides Troia

Ultra Maratona Atlântica Melides -TróiaFoi nesta data que se realizou mais uma edição da Ultra Maratona Atlântica - Melides Troia, na distância de 43 km, efetuados em pleno areal na costa Vicentina.
Organização a cargo da Camara Municipal de Grandola e inicio marcado para as 09:00, na praia de Melides.
Fui levantar o dorsal e vim assim ... já lá não estava.
Pelas 08:00, lá estava eu para levantar o meu dorsal, azar do caraças, já alguém, por engano o tinha levantado, embora no regulamento disse-se que para se levantarem os ditos cujos era necessário um documento identificativo para se comprovar a identidade e só  depois se dá o dorsal, isto só mesmo no papel.
Após alguns apelos por parte da organização, para quem por lapso, levantou um dorsal indevidamente o restitui-se à organização e pelas 08H45 já o mesmo estava onde devia estar... pendurado na minha camisola - Fisio Massagem.
Como nesta época estou de férias lá fiz uns kms para estar presente em mais uma grande aventura, em pleno Verão.
Pelas 09;00 foi dado o sinal de partida, como sempre os primeiros kms foram para aquecimento e adaptação à areia solta, pior fase da corrida, escolho o caminho, junto à agua ou mais em cima para não molhar os pés, muita areia solta e correr torna-se dificil...
Passagem pelas praias, Aberta Nova, Galé, Pego e Carvalhal seguindo-se até à Comporta, onde estava instalado o abastecimento.
A partir da praia da Comporta e passando pelas prais, Atlantica, Tróia Galé, Bico das Lulas, Tróia e Tróia Galé, até aqui o piso passou a ser melhor, mais rijo pelo que já dava para correr...
Até à Comporta as praias por onde íamos passando, encontravam-se praticamente vazias, só mesmo alguns familiares a aplaudirem os seus, a partir daqui e devido à hora já mais tardia, já se encontrava muita gente nas praias, muitas crianças a brincarem junto à água, adultos a jogarem à bola, os kms iam passando o calor apertava e o cansaço apoderava-se dos atletas, muita gente a aplaudir e a incentivarem os participantes e assim cheguei à tão desejada meta instalada na praia Bico das Lulas, em Tróia.
Após 03.53 de prova, finalmente o descanso e recuperação...
Melão, melancia , uvas, coca cola, ice tea, água e cerveja, nada faltou para a hidratação dos atletas...
Veja aqui os resultados

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Serra da Freita 2016

Ultra Serra da Freita/2016... 100k...
Após uma semana muito complicada, devido ao grande empeno do Louzan Trail, no fim de semana anterior e depois de uma grande gripe e dores de garganta, mesmo sem conseguir falar, muito afónico, lá fui eu até Arouca, para uma das provas mais duras de Portugal, senão a mais dura mesmo, mais uma viagem feita de madrugada e pelas 06:00, lá estava eu a apresentar o material obrigatorio para depois levantar o dorsal e preparar para mais este grande evento, na distância de 100km e 5700m+ de acumulado...
Era isto o que nos esperava... sobe e desce constante, para quem gosta de trail experimente esta aventura e partilhe com os seus amgos...
Inicio marcado para as 07:00 na escola Secundaria de Arouca, onde iniciavam e terminavam as provas ... Quanto à hora de regresso não fazia a minima ideia, mas gostaria de completar esta grande aventura e tudo fiz para isso, com algumas limitações lá terminei por volta das 23:30...
Antes do inicio ainda havia vontade para sorrir...
Sempre com a mesma vontade e determinação, lá parti eu para mais esta grande aventura, esta era a segunda edição, na primeira não pude estar presente, motivos de saúde e como tal desconhecia o percurso e as surpresas que o mesmo tinha...
Pouco antes do inicio!...
Como se pode ver pelo gráfico  não nos esperava tarefa fácil, parte inicial, deparamos logo com esta subida, do km 1 aos 10, subindo dos  300m aos 1.000m, onde estava instalado o 1º. abastecimento.
 Aqui na companhia de um grande amigo e companheiro de equipa, Pedro Ricardo - Caracol Trail Team...
1-ª parte da prova...
Até aqui e até ao 2º. terço da prova, tudo mais ou menos, dava para correr, tanto a descer como a subir ainda não havia sinais de cansaço nem de dores...
Na zona do rio (ribeira), estava calor e sabia bem...Cuidado.
A besta quase no final...
Manhouse km 70 daqui prá frente começaram os problemas, logo aqui tratamento de pés, os ténis magoavam muito e havia de pôr algumas ligaduras, lá estava a enfermeira de serviço...


Até Manhouse a prova foi-se fazendo sem grandes problemas, depois daí e até ao próximo abastecimento, na Lomba é que doeu, doeu e de que maneira, descer, descer e subir degraus, para depois se tornar a descer e subir e o abastecimento ali tão perto e nunca mais lá chegávamos, mais um descida e mais uns degraus para subir, gatinhar, conforme desse mais jeito e nunca mais passava esta parte do percurso, até que finalmente, aquela rua, já conhecida das edições anteriores, no interior da aldeia, rua de calçada romana, com o cheiro característico das cabras, bodes e ovelhas badanas, caganitas espalhadas pela rua e as pessoas que lá vivem a verem-nos passar... simplesmente ficam a olhar... e a pensarem esta gente é tola!... Vêem o cansaço e o sofrimento espelhado no nosso rosto, alguns ainda continuam, mas outros aproveitam e ficam logo por ali, já não estão em condições de prosseguir e a noite está prestes a aparecer e com ela o frio e o escuro...
Abastecimento aos 78kms onde as forças já faltavam e o cansaço era muito, comeu-se uma sopa e uma bifana e descansou-se um bocado para ganhar forças para a nova etapa até ao Merujal.
Aqui, como em outros, tive o apoio da minha paixão que muito jeito me dá, prepara-me os reforços e é sempre bom ter alguém a incentivar...
Ganhar vontade e coragem para continuar, pois o que ai vinha não ia ser fácil, mas quem já aqui chegou, parecia mal não continuar, mesmo devagar e assim aos poucos e poucos, lá fui até ao próximo abastecimento que estava instalado junto ao parque de campismo do Merujal, local onde habitualmente se iniciava esta aventura, quando eram os 70kms.
Percurso já familiar, com algumas alterações, desta vez e para bem de nós, não tivemos de descer nem de subir, junto à frecha da Mizarela, zona esta sempre difícil de papar, mas com grande beleza, percurso alternativo também com alguma dificuldade, mas nada comparável àquele e aos poucos lá iam passando os kms,,, e aos poucos o dia ia acabando.
Por fim cheguei ao último abastecimento, cheguei de rastos, mas o objetivo era só um, terminar este grande desafio e com muitas dificuldades lá segui até à meta, meter o frontal a trabalhar e lá fui seguindo os refletores...
Esta parte do percurso, já feita de noite e quase sempre a descer, se fosse há uns tempos atrás, descer era bom e gostava bastante, veêm-se as primeiras luzes de uma aldeia e ficamos logo em alerta, deve j´ser ali, mas não ainda entramos de novo para a zona de floresta para mais umas voltas, mais uns ribeiros ou mais uns calhaus para transpor e o tempo vai passando  e os kms também, só que agora demoram muito mais a passar e finalmente, entramos num parque de estacionamento e a meta era já por ali, como sempre e mais uma vez lá estava a minha Paixão para me dar um último empurrão até à meta, apoio e incentivo. Obrigado Amor sem ti não seria a mesma coisa, quem sabe se terminaria...
Parabens à organização que nos preparou mais este grande desafio, onde não nos faltou nada,,,
Bons abastecimentos, boas marcações, boas subidas e descidas e acima de tudo, grande amizade.
 A minha chegada e aquele abraço com o grande Amigo Moutinho...
No fim continuava a sorrir... Obrigado Moutinho.
Terminei com  tempo de 16:32', ficando em 32.º da geral e 4.º do meu escalão...
Veja os resultados aqui

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

LOUZANTRAIL-2016

- Nesta data foi realizada mais uma edição deste grande e dificil desafio, organizado pela Secção de Trail Running, do Montanha Clube.
Composto por três provas:
Ultra  LouzanTrail- 46.7 km D+ 3.400m
LouzanTrail Longo - 25.7 km D+ 2000m
LouzanTrail Curto - 16.9 km D+ 1200m
Com as partidas marcadas paras as 07H00, 08H30 e 09H30, respetivamente.
Como a prova iniciava cedo, por isso tive que estar bem cedinho, na zona do secretariado, levantar os dorsais e equipar, para estar pronto há hora prevista do control 0 e partida e assim foi, pelas 06H45, lá estava eu e a minha Paixão, prontos para mais esta Aventura e que aventura... bem durinha, em vespera da Serra da Freita, não foi uma boa opção, pensei que era mais soft, mas enganei-me, mas ainda assim gostei e espero voltar em 2017.
Grande festa do trail, com gente conhecida e amiga, tanto na organização bem como a participarem.
Prova efetuada por trilhos na sempre bela serra da Lousã... Local onde já tive o prazer de algumas horas e sempre com vontade de voltar, algumas partes do percurso já familiares e outras que passaram a ser.
Posso-vos dizer que esta prova é bem durinha e dificil, se assim não fosse não estariamos lá...
Lindas paisagens, com passagem por zonas de cascatas, ribeiros e uma breve passagem pelo castelo, onde estava instalado o último abastecimento, dali até à meta eram só uns poucos kms e para quem pensava que iria ser canja, enganou-se, assim como eu, aquela última parte, foi de bradar aos céus, a descida até à ribeira e depois ter de subir pelo meio daquelas rochas, não foi tarefa fácil, o calor e o cansaço tomaram conta de nós, só já queria era mesmo chegar à meta...
E assim foi, passado 07:50 cortei a meta, tendo ficado na 9ª posição da geral e 8º. dos masculinos... 1º. do meu escalão.
A minha Paixão também concluiu com o tempo de 09:45, 43ª da geral e 3ª do escalão F40.

Veja aqui os resultados

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

II Trail Running - Clube BTT Aguiar

12 de junho/2016 - II Trail Running Clube BTT Aguiar...

A este nunca poderia faltar... Era especial, após ter falhado a I edição, em 2015, por motivos de saúde, tinha mesmo que estar presente este ano, por vários motivos, era na minha aldeia, na companhia de alguns amigos de infância e por ser num percurso que algumas das zonas me eram conhecidos...

Evento composto por duas provas competitivas trail curto e longo, nas distâncias de 15 e 35 kms.
Classificações para os 3 primeiros classificados, masculinos e femininos em ambas as provas...
Secretariado instalado na zona de partidas e chegadas, no jardim, junto ao ringue, na entrega dos dorsais estava um grande amigo e companheiro de algumas aventuras de adolescentes... 

Partidas marcadas para as 09H00, saindo-se pelo portão das traseiras do recinto, entrando na herdade dos Casões, seguindo a estrada até à barragem com o mesmo nome, tendo-mos atravessado o antigo campo da bola, por essa estrada, nesse tempo, durante os jogos se passa-se alguma carroça tínhamos que interromper o jogo e deixar passar o animal ... 
Passagem pelo lado esquerdo da barragem e seguir uma estrada até ao marco geodésico, em direção ao monte da Fornalha, passagem perto da aldeia do Outeiro, pelo palácio da Casqueira e de novo na herdade dos Casões, aqui já de regresso ao ponto de inicio, Aguiar.
Percurso maioritariamente, por estradão e algumas veredas feitas pelos animais que por ali pastoreiam e outros abertos, com enxada pelo incansável Rafael Rato... Pra ele os meus parabens pela escolha do percurso e marcações do trajeto.
Nada ou quase nada de altimetria, como o pessoal do trail gosta, para poder caminhar e assim sendo só havia uma coisa a fazer que era correr e correr e dar atenção ao calor... 
Neste tipo de provas rurais onde o calor é muito é sempre importante uma boa hidratação, nunca deixar acabar a água e ingerir alguns alimentos, de preferência fruta...
A nível de abastecimentos esteve bem e marcações excelentes...

 E assim se fizeram os 35 kms, num ritmo um pouco elevado e com muita vontade de chegar à meta... Onde tive a sorte e a alegria de ter a minha mamã à espera, coisa única na vida... por isso esta vai ficar sempre marcada na minha memória...
Consegui terminar na 2ª. posição, com o tempo de 02:30', a 4 minutos do grande campeão Ezequiel Lobo e atrás de mim um grande amigo Carlos Charrua, também alentejano.
Pódio de alentejanos...

A minha paixão também terminou com o tempo de 03:20', 1ª. das senhoras.
Parabens...